Yanomami – Marubo – Matis – Arara

no trabalho de Milton Guran

 O curso se propõe a apresentar - em quatro encontros - as documentações fotográficas realizadas por Milton Guran sobre os Yanomami (RR e AM em 1990-1991), Marubo e Matis (Vale do Javari, AM, 1986) e Arara de Cachoeira Seca (PA,1987 e 2018). Serão também apresentados e debatidos os diversos contextos operacionais e os diferentes propósitos de cada caso e as respectivas linguagens.


Curso

Data: 16, 23 e 30/março e 06/abril

Horário: 18h30 às 20h

Local: Online (via Zoom)

Investimento: R$400,00 à vista

ou a partir de R$450,00 no cartão de crédito (parcelas de até 12x com juros)

Inscreva-se

Programa:

  • Primeiro encontro – Considerações sobre a documentação fotográfica com gênero e as especificidades de se trabalhar com povos indígenas. Em debate as questões éticas, a logística e as práticas de trabalho de campo e a relação com os povos documentados.

  • Segundo encontro – Fruto do projeto “Conflito e resistência dos povos indígenas na Amazônia”, ganhador da bolsa Vitae de 1988, a documentação enfoca principalmente a grande invasão de garimpeiros no território Yanomami ocorrida no final dos anos 1980 em Roraima e no Amazonas.

  • Terceiro encontro – Com objetivo e coletar peças e de produzir uma documentação fotográfica visando a uma grande exposição sobre os Marubo, com curadoria da antropóloga Delvair Montagner, esta missão percorreu, durante 80 dias, as comunidades Marubo e Matis do Vale do Javari, na tríplice fronteira entre o Brasil, Colômbia e Peru. Na ocasião, eu era fotógrafo do então Museu do Índio no Rio de Janeiro, atual Museu Nacional dos Povos Indígenas.

  • Quarto encontro – Esta documentação compreende dois momentos na trajetória de um grupo de isolados Arara do Rio Iriri, tributário do Rio Xingu, no sul do Pará. O primeiro momento é quando esse grupo, depois de cerca de oito anos de “namoro”, resolve se apresentar à equipe da Coordenadoria de Índio Isolados da Funai em 1987. Na qualidade de fotógrafo do Museu do Índio, registrei esse encontro e realizei uma exposição no Museu. Depois de mais de 30 anos, voltei na área para restituir as fotos aos indígenas, o que levou à realização de uma oficina de formação em história oral e documentação fotográfica para jovens.


PROFESSOR

foto: Ale Ruaro

Milton Guran é fotógrafo e antropólogo, tendo atuado como repórter fotográfico, documentarista, professor, curador e gestor cultural. Possui doutorado em antropologia pela EHESS – Ecole des Hautes Etudes em Sciences Sociales, pós doutorado na USP e mestrado em comunicação pela Universidade de Brasília.

Foi selecionado para a Bolsa Vitae, duas vezes para o Prêmio Marc Ferrez e pelo programa RUMOS do Itaú Cultural, tendo sido agraciado com a Ordem do Mérito Cultural e a Ordem Rio Branco.