•  30 horas (12 aulas) - 3 meses
  • R$350/mês (total: R$1.050)

turmas abertas

  • 24 de maio a 9 de agosto | Quintas: de 19h às 21h30
 

Nossa proposta é apresentar um panorama da história da arte ligada aos movimentos feministas, partindo das principais estratégias das práticas artísticas dos anos de 1970, 1980 e 1990 e fazendo aproximações não usuais entre artistas brasileiras e estrangeiras para contribuir com a problematização de mitos e clichês que engessam o entendimento dos feminismoS nas artes visuais. Pretendemos enfatizar as relações entre arte e ativismo, isto é, os vínculos entre estética, ética e política, incluindo os desdobramentos LGBT e Queer mais recentes.

O programa do curso também reserva um espaço para você apresentar o seu trabalho, ou projeto, seja fotografia, colagem, vídeo, performance, instalação, intervenção urbana,  meios híbridos etc.

Nosso objetivo é situar os artistas/pesquisadores e suas produções no contexto contemporâneo da arte e do pensamento, sempre em diálogo com artistas de outras gerações e territórios. Desse modo, você irá adquirir maior consciência de sua própria inserção nos processos culturais e históricos, o que fortalecerá sua noção de pertencimento. Além disso, também encontrará escuta e acolhida para suas ideias, recebendo incentivo e subsídios para incrementar sua consistência artística e propriedade conceitual.

Metodologia:

Aulas expositivas e debate de ideias (apresentação de textos e obras de artistas que compõem o programa) com aulas dedicadas à orientação dos projetos, conversas e reflexões críticas sobre o trabalho de cada participante. .

Público Alvo:  

Estudantes e pesquisadores em artes, história e crítica de viés feminista.

Artistas que vêm trabalhando com questões de sexualidade, identidade e gênero e que buscam referências, interlocução e orientação para o desenvolvimento dos seus trabalhos.

Programa:

  • Crítica e teorias feministas: períodos históricos e geografias

Início dos anos de 1970: a primeira fase da arte norte-americana. A questão da genialidade. A questão do nu.

  • Mulher, arte e poder

A representação da feminilidade na arte ocidental enquanto lugar de passividade e fraqueza; da disponibilidade do corpo da mulher para as necessidades do homem.

  • É possível falar em arte feminista brasileira?

Contexto histórico norte-americano década de 1970 X contexto brasileiro: Hannah Wilke e Lygia Pape. Resposta feminista anos 1970: auto-exposição da nudez sensualizada. Polêmica/provocação:  As artistas que reivindicam o poder de representar, expor e sexualizar seu próprio corpo estariam ratificando os estereótipos que colocam a mulher como objeto de prazer para o olhar masculino? Imagética erótica nas artes visuais e autoria de mulheres artistas. Caso do nu masculino de Anita Malfatti x Monteiro.

  • O primeiro programa de ensino de arte feminista

Criado por Judy Chicago, Miriam Schapiro, Ruth Iskin e Arlene Raven: o Feminist Art Project (1970), em Fresno.

  • O pessoal é político

Questão da Domesticidade e o projeto-exposição WOMANHOUSE. “Meu corpo, minha política”. O conceito de “central-core-imagery”. A questão da Maternidade dentro do feminismo. Post-Partum document series, de Marry Kelly e a lógica indicial da fotografia.

  • A produção britânica no final da década de 1970 e os anos de 1980

Tomada de consciência acerca da construção da imagem da mulher como objeto para o olhar masculino. Corpo / imagem / beleza: os “cosmetic pieces”. Fotografia: serialidade.

  • Feminismo pós-estruturalista

Recodificação: arte, espetáculo e política cultural. Estratégias de apropriação, colagem, montagem. Revisão da crítica ao “essencialismo”. Nova geração de artistas afro-americanas e feministas negras britânicas exploraram a interseção entre raça e identidade sexual e os legados do colonialismo, e passaram a denunciar o domínio das mulheres brancas no feminismo. Exposição We Wanted A Revolution: Black Radical Women 1965–85, Brooklyn Museum, 2017.

  • Anos de 1990: a teoria queer

O conceito de abjeção (corpo abjeto) e a emergência da temática da diversidade sexual na arte dos movimentos LGBT e queer. Antinormatividade, performatividade, erotismo e engajamento político.

Formas de pagamento:
- Em até 4x sem juros pelo PagSeguro (inscrição online);
- Boleto emitido pelo PagSeguro (inscrição online);
- Em cheque em até 3x (inscrição presencial);
- À vista com 10% de desconto (inscrição por email: enviar nome e telefone para contato@atelieoriente.com). 

Bolsa integral de estudos: 

Para ver condições, clique aqui.

Imagem de divulgação: Fernanda Magalhães; A Natureza da Vida; Silo, Fazenda Viçosa, Distrito de Maravilha, Londrina, PR, 2013 por Graziela Diez.


Professoras:

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Roberta Barros: artista visual, pesquisadora e professora. Mestre e doutora em Artes Visuais pela EBA-UFRJ. Autora do livro Elogio ao Toque: ou como falar de arte feminista à brasileira, fruto de pesquisa vencedora do Prêmio Gilberto Velho de Teses. Em 2016, foi responsável pela organização de conteúdo e curadoria do evento Diálogos sobre o feminino: contextos brasileiros nas artes (visuais), realizado nos Centros Culturais do Banco do Brasil no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Brasília.

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Simone Rodrigues: artista visual, historiadora e curadora independente. Mestre em História Social da Cultura (PUC-Rio), diretora na NAU Editora e professora na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Trabalha há mais de 20 anos com projetos que articulam educação, produção e mostras de arte e fotografia. Realizou pesquisa e curadoria da exposição A pintura em Pânico – fotomontagens de Jorge de Lima (2010). É autora do projeto Nomes do Amor – o amor que ousa dizer seu nome, com retratos e histórias de casais LGBTQI.