A não inocência de Maia Flore

Por Adriana Braga

"Aqueles que sonham de dia estão cientes de muitas coisas que escapam daqueles que sonham apenas à noite", Edgar Allan Poe.

Em uma pesquisa de coincidências entre a realidade e o imaginário surgem as delicadas narrativas de Maia Flore. A artista francesa se insere em suas experimentações e nos leva para um mundo de fantasia, uma verdadeira fábrica de sonhos.

O corpo que cai e voa, aparece e desaparece, sugere um possível caminho para um reencantamento inocente de como aceitamos tempo e espaço.

A menina de vermelho, livre, redescobre seu lugar. Levada no ar por objetos, ela viaja por paisagens infinitas.

Uma mistura de um realismo imaginário e memórias de infância, que nos convidam a entrar em um sonho.

Ela explora o tempo de um lugar onde o onírico e a inquietação são relacionados sem definir precisamente qual direção devemos seguir.

Poemas, que começam com esboços de memórias e impressões, suas fotografias são cheias de vida, sonhos e imaginação, mapeando de forma delicada os sentimentos que refletem nossas sensações

A exposição individual de Maia Flore, em parceria com o Paraty em Foco, inaugura na Galeria Oriente, terça-feira, dia 15 de maio, às 16h.

Ana DallozComment